altO Bonsai está presente na família Mizuno há três gerações.
No início do século XX, Shoji Mizuno cultivava bonsai de azaléas Satsuki como Hobby na pequena vila de Tsumagi, interior da província de Gifu.
Naquela época, a prática do bonsai estava começando a se popularizar, sobretudo entre as classes de maior poder aquisitivo.



Nas horas de lazer com suas plantas, Shoji era freqüentemente acompanhado de seu filho Jiro, que desde muito cedo demonstrava interesse pela natureza, em especial pelas plantas. Após a Guerra, o espírito aventureiro de Jiro o trouxe ao Brasil, onde logo conseguiu emprego como técnico em cerâmica. Em contato com outras pessoas da colônia, Jiro podia compartilhar seu gosto pelas plantas e pela natureza.
Na década de 60, já com sua própria oficina de cerâmica em Santo André (SP) Jiro e vários amigos fundaram o Paulista Cactus Clube, destinado ao intercâmbio entre colecionadores de Cactos.

altInfluenciado pela memória de seu pai e o incentivo de amigos, como os senhores Kodama, Iwasaki e Kokiso, o interesse de Jiro logo se voltou para os Bonsai. Com a diversidade de interesses aumentando, o clube, agora Associação do Verde, passou a realizar grandes exposições no ABC paulista (região que reúne Sto. André, S. Bernardo e S. Caetano), abrangendo desde samambaias, cactos e flores até bonsai e ikebana.
Como no Brasil não se encontravam bons vasos de cerâmica para bonsai, Jiro desenvolveu uma linha de vasos, que ainda hoje são fabricados pela Bonsai Mizuno.
altEm 1973, visitando sua família no Japão, Jiro teve a oportunidade de estudar o cultivo de mini bonsai (mame) com o grande mestre Toshihiro Miyokan. A partir de 1980, Jiro sentiu necessidade de transmitir seus conhecimentos e experiência e começou a ministrar aulas gratuitas para amigos, como Luiz Carlos Martinho da Silva (Caíto), Luís Nakamura e Carlos Tramujas (Bonsai Brasil).

altDesde cedo, Eduardo Mizuno (filho caçula de Jiro) demonstrou um grande interesse por plantas. Utilizando restos de podas de plantas de seu pai, aos 7 anos já possuia uma pequena coleção de crassuláceas (suculentas e dedo-de-moça). No início dos trabalhos com bonsai, Eduardo apenas fazia os serviços mais básicos, como preparar os vasos e o solo para plantio e retirar os matinhos que cresciam.
A partir de sua adolescência, Eduardo passou a freqüentar as aulas que Jiro ministrava em sua oficina, num misto de aluno, ajudante e intérprete. Seu interesse pelos seres vivos levou Eduardo a cursar biologia na Universidade de São Paulo, onde também obteve título de mestre em botânica. Essa formação consolidou e complementou os conhecimentos práticos do cultivo de bonsai.
altApós a morte de seu pai e mentor, Eduardo assumiu com sua mãe o cuidado da coleção, que já passa dos 500 vasos. Desde então, Eduardo procurou adquirir mais conhecimentos em leituras especializadas (revistas japonesas) e com grandes mestres como os senhores Kodama (falecido em 2001), Hoshiba, Takeshima e Hidaka.
A partir de 1995, Eduardo e sua mãe começaram a ministrar aulas nos moldes que Jiro lhes ensinara, atendendo individualmente as necessidades e limites de cada aluno.
Posteriormente, Cecília, a irmã mais velha de Eduardo, começou a se dedicar aos pequenos mini bonsais (mame), que era a especialidade de Jiro, aumentando assim o time do Bonsai Mizuno.
altHoje, a Bonsai Mizuno oferece cursos e serviços de manutenção, além de uma ampla linha de produtos para o desenvolvimento da arte bonsai. Também organizamos exposições, ministramos cursos e palestras em todo o Brasil, ajudando a difundir esta maravilhosa arte.